<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Memórias perdidas]]></title><description><![CDATA[Bom dia! Eu me chamo Davi de Arruda e vou compartilhar meus textos aqui! O objetivo é compartilhar o que Deus ministra no meu coração através da arte escrita. Um amigo meu dizia que a arte iria salvar o mundo; e eu só quero ajudar nesse processo :)]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ewoW!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8e99f7b6-68af-491b-8993-2d0bf1482139_826x826.png</url><title>Memórias perdidas</title><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Thu, 28 May 2026 21:49:16 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Davi de Arruda da Silva]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[daviarrudasilva2005@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[daviarrudasilva2005@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[daviarrudasilva2005@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[daviarrudasilva2005@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Domingo cedo]]></title><description><![CDATA[Um poema curto para te acordar]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/domingo-cedo</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/domingo-cedo</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Sun, 10 Aug 2025 10:01:12 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/0d6e7a9d-3313-4045-b678-c2db654512df_900x674.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom dia. N&#227;o tenho muito a falar, mas gostaria de compartilhar um poema curto que fiz um dias desses! </p><p>Importante (ou n&#227;o) destacar que tudo nesse poema tem um significado, mas creio que a gra&#231;a seja cada um ler e interpretar do seu jeito.</p><p>Enfim, espero que gostem!</p><div><hr></div><p></p><p>Quando fecho meus olho, vejo um caminho dourado.</p><p>L&#225;, fica seus olhos engarrafado, seu sorriso e as ruas deserta.</p><p></p><p></p><p>Ningu&#233;m nos olha, somente nosso bom Senhor,</p><p>e minhas mem&#243;ria feliz.</p><p></p><p></p><p>Agora sou adultos, e at&#233; desaprendo a falar,</p><p>talvez consiga voltar.</p><p></p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Fim!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O caminho]]></title><description><![CDATA[N&#227;o-tem-subt&#237;tulo]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-caminho</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-caminho</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Tue, 05 Aug 2025 10:02:47 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/0f694047-5cbe-4bf5-a9e7-f06e2ded91ce_3324x3689.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Das l&#233;guas que caminhei,</p><p>as mais dif&#237;ceis s&#227;o os abra&#231;os.</p><p></p><p>O caminho chuvoso &#233; f&#225;cil de passar:</p><p>vejo seu fim.</p><p>Passo com sorriso.</p><p>Mas o caminho ensolarado &#233; dif&#237;cil:</p><p>tamb&#233;m vejo seu fim.</p><p></p><p>Passo com l&#225;grimas.</p><p>Tenho &#226;nsia de t&#234;-los eternamente.</p><p></p><p>E na mochila das mem&#243;rias,</p><p>no medo de perder,</p><p>perco.</p><p>Porque n&#227;o existe mem&#243;ria que perdure,</p><p>esque&#231;o.</p><p></p><p>&#192;s vezes, penso,</p><p>carrego muito peso.</p><p></p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Fim!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quincas Borba, uma resenha]]></title><description><![CDATA[Voltei :)]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/quincas-borba-uma-resenha</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/quincas-borba-uma-resenha</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Fri, 07 Feb 2025 15:03:37 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/7894d9ae-05ce-449d-9042-79b07b7771f6_1000x750.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente, bom dia a todos, quanto tempo!  Sei que estou sumido, mas voltei, pelo menos por hora. Como sempre, ou&#231;a uma boa m&#250;sica (minha recomenda&#231;&#227;o abaixo) e vamos l&#225;!</p><p> </p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p></p><div><hr></div><p>Hoje vai ser um pouco diferente. N&#227;o vai ter poema, hist&#243;ria ou algo do tipo. Este texto ser&#225; uma resenha e an&#225;lise do livro Quincas Borba ( Machado de Assis) que terminei recentemente e queria compartilhar alguns pensamentos sobre. J&#225; aviso de antem&#227;o: n&#227;o sou te&#243;logo, fil&#243;sofo e muito menos formado em Letras. Assim, minhas opini&#245;es ser&#227;o amadoras, mas v&#234;m do cora&#231;&#227;o, garanto.</p><h1>Resumo</h1><p>O livro come&#231;a com Rubi&#227;o, um ex-professor de uma pequena cidade de Minas Gerais. Ele n&#227;o passava fome nem n&#227;o tinha luxo: era gente como a gente. Entretanto, nosso protagonista se encontra com um homem que pensa, um fil&#243;sofo chamado Quincas Borba, que lhe deixa uma grande heran&#231;a ap&#243;s sua morte. Melhor, tr&#234;s heran&#231;as: um cachorro, uma fortuna e uma filosofia, que detalharei mais adiante. A narrativa continua com Rubi&#227;o adotando Quincas Borba &#8212; sim, o nome do cachorro &#233; o mesmo do antigo dono &#8212; e se mudando para o Rio de Janeiro, capital do Imp&#233;rio. No caminho, ele conhece Palha e Sofia, um casal que estar&#225; presente at&#233; o final da obra, seja para o bem ou para o mal. Conversa vai, conversa vem, Rubi&#227;o come&#231;a a se conectar com a elite carioca e a usufruir de seus luxos, apesar de n&#227;o conseguir se encaixar completamente, pois, afinal, &#233; ing&#234;nuo demais. Aos poucos, Palha e outros personagens come&#231;am a se aproveitar de Rubi&#227;o, inclusive Sofia, que percebe que Rubi&#227;o tem uma paix&#227;o por ela. Assim, ao final da hist&#243;ria, Rubi&#227;o enlouquece &#8212; literalmente &#8212;, acreditando ser Napole&#227;o III, e morre em Barbacena, sua cidade natal, completamente tomado pela loucura, pobre e sem mais ningu&#233;m.</p><h1>Resenha</h1><p>A pergunta que fica, ap&#243;s ler tamanha trag&#233;dia, &#233;: <em>&#8220;O que Machado est&#225; querendo dizer?&#8221;</em> O que uma hist&#243;ria sobre um homem ing&#234;nuo louco tem a nos dizer? Bom, vamos pelo in&#237;cio: o humanitismo. Esse &#233; o nome da filosofia de Quincas Borba, que tem como frase-chave: &#8220;<em>Ao vencedor, batatas!&#8221;.</em> &#201; um pensamento que valoriza o mau, o malandro, porque o que importa &#233; vencer. Quer dizer, trata-se da filosofia do sucesso, sem a compreens&#227;o da virtude de perder, morrer ou se sacrificar. &#201; ressurrei&#231;&#227;o sem cruz. Assim, a hist&#243;ria de Rubi&#227;o &#233; basicamente o humanitismo em pr&#225;tica, s&#243; que ele &#233; a v&#237;tima do fen&#244;meno, enquanto Palha e Sofia s&#227;o os vencedores. Fan&#225;ticos pela riqueza de um herdeiro ing&#234;nuo, os dois n&#227;o t&#234;m escr&#250;pulos em destruir sua vida, representando exatamente os princ&#237;pios do humanitismo. &#201; evidente que Machado de Assis pretendia criticar a elite carioca da &#233;poca, que ele considerava f&#250;til e desumana. Contudo, a cr&#237;tica vai al&#233;m. Escrevendo para sua &#233;poca, Machado ultrapassou os limites do tempo. No fundo, o p&#250;blico-alvo da cr&#237;tica &#233; o g&#234;nero humano e sua decad&#234;ncia. Por isso, o texto continua relevante: n&#227;o se trata apenas de uma classe social de uma cidade de cem anos atr&#225;s, mas da vaidade humana convertida em sistema de pensamento e de como isso leva &#224; maldade, &#224; futilidade e &#224; loucura.</p><p>Por outro lado, Arist&#243;teles - eu sei que isso parece viajado, mas juro que faz sentido - fala sobre a <em>eudaimonia</em>, que &#233; a vida boa, ou melhor, a vida como deveria ser. O fil&#243;sofo baseia-se na ideia de que o homem &#233; um ser teleol&#243;gico, ou seja, possui um prop&#243;sito: a pr&#225;tica das virtudes. Nesse sentido, Quincas Borba &#233; a prova, pelo contr&#225;rio, dessa teoria: quando o homem n&#227;o est&#225; alinhado com seu prop&#243;sito, s&#243; pode haver decad&#234;ncia. Como j&#225; diria Dostoiesvki: <em>"Se Deus n&#227;o existe, tudo &#233; permitido."</em> E se tudo &#233; permitido, eu quero ser Napole&#227;o III!</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Clica a&#237; embaixo!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A esperança do Natal]]></title><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-esperanca-do-natal</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-esperanca-do-natal</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Thu, 26 Dec 2024 02:49:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ee9de03b-7137-448b-9531-5a0f1af3adfe_1152x896.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O texto ser&#225; curto, mas foi feito com amor, prometo :)</p><p>E ser&#225; religioso, j&#225; aviso. N&#227;o costumo escrever textos estritamente religiosos, mas a data me obriga. Vamos l&#225;.</p><p>O que &#233; esperan&#231;a? &#201; aquilo que nos capacita a viver em meio ao assombro. Verdade seja dita: ningu&#233;m &#233; capaz de suportar tanta maldade, injusti&#231;a e morte. Como se pode dormir e acordar sabendo que existem pessoas m&#225;s que nunca ser&#227;o levadas &#224; justi&#231;a? E, ainda pior, por que devemos ser justos e bons mesmo diante de tanta desgra&#231;a? O escritor russo Dostoi&#233;vski afirmou em um de seus livros: "Se Deus n&#227;o existe, tudo &#233; permitido." E eu concordo com ele: se Deus n&#227;o existe, n&#227;o h&#225; por que ser caridoso, nem maldoso. Tudo &#233; v&#227;o. Se Deus n&#227;o existe, n&#227;o h&#225; esperan&#231;a.</p><p>E &#233; por isso que eu amo o Natal. &#201; o momento em que lembro: Deus existe. H&#225; esperan&#231;a. E n&#227;o somente existe, como habitou conosco; a pr&#243;pria esperan&#231;a se fez carne. Como est&#225; escrito em Tito 2, por causa dessa bendita esperan&#231;a podemos avan&#231;ar. Podemos olhar para o assombro e levantar nossos olhos para os montes, de onde vem o nosso socorro. N&#227;o &#233; maravilhoso?</p><p>E mais incr&#237;vel ainda &#233; o mundo inteiro se lembrar disso. &#201; claro que hoje muito se perdeu; a maioria s&#243; lembra do Natal por causa dos presentes: &#233; apenas mais uma data comercial. Triste. Mas ainda existem muitos outros que o celebram de maneira genu&#237;na, mesmo que disfar&#231;adamente. Recentemente assisti <em>Klaus</em>, e, apesar do nome  "Jesus Cristo&#8221; n&#227;o aparecer nenhuma vez, Ele estava l&#225;. Talvez nem os autores soubessem disso, mas ali estava Ele. Quando Jesper, no in&#237;cio do filme, era mimado e ego&#237;sta, ele vivia sem esperan&#231;a. Sem prop&#243;sito. Tudo o que fazia n&#227;o tinha sentido algum, poderia morrer que ningu&#233;m sentiria sua falta. Ent&#227;o, depois de se mudar para uma cidade no meio do nada, cheia de rancor e &#243;dio, ele percebe o que a &#250;nica coisa que pode sustentar um homem no dia mal &#233; um sorriso genu&#237;no: a esperan&#231;a.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Pai, filho e espírito]]></title><description><![CDATA[Um pequeno conto]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/pai-filho-e-espirito</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/pai-filho-e-espirito</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Wed, 11 Dec 2024 21:43:26 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/ecbe74fc-1bea-43e2-aa16-8b0718380a81_1280x940.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Hoje, as coisas ser&#227;o diferentes. Esse primeiro conto ser&#225; divido em duas partes. Espero que gostem. E, por favor, caso tenham alguma cr&#237;tica, estou aberto &#225; melhorar :)</p><div><hr></div><h1><strong>Cap&#237;tulo I</strong></h1><p><strong>Era final de uma tarde de inverno. O vento batia nas janelas, trazendo um ar frio para o velho s&#243;t&#227;o daquela casa. Ali, encarando a bela mulher desenhada no quadro que cheirava a mofo, Orfeu ficava de p&#233; com dificuldades. Talvez, num dia comum, seria a coisa mais l&#243;gica a se fazer. Beleza se contempla. Entretanto, faz&#234;-lo naquela casa sozinho, transformaram o senhor, j&#225; encurvado pelo tempo, numa figura, no m&#237;nimo, curiosa. Lentamente, o homem levanta sua m&#227;o com a esperan&#231;a de, talvez, poder tocar na mulher emoldurada. Quando de repente, ouviu passos e a porta se abrindo.</strong></p><p><strong>&#8212; Saia daqui. &#8212; disse uma voz vinda de tr&#225;s. &#8212; Vai acabar adoecendo se ficar saindo no meio da noite, mais do que </strong><em><strong>j&#225; </strong></em><strong>est&#225;. Quantas vezes vou ter que te dizer para parar com isso. Por que n&#227;o consegue superar?</strong></p><p><strong>&#8212; Eu j&#225; te disse! &#8212; vociferou Orfeu com as m&#227;os tr&#234;mulas. &#8212; N&#227;o preciso da autoriza&#231;&#227;o de uma crian&#231;a para sair de casa! &#8212; exclamou, virando-se rapidamente e batendo com sua bengala no ch&#227;o de madeira.</strong></p><p><strong>&#8212; Eu j&#225; tenho 30 anos, pai. De qualquer forma, todos estavam te procurando. Est&#225;vamos preocupados, voc&#234; sempre foge. E quero que saiba de uma coisa: eu tive que sair do </strong><em><strong>meu </strong></em><strong>trabalho por </strong><em><strong>sua </strong></em><strong>causa. Seja grato, entendeu? Particularmente, pensava que j&#225; tinha parado com isso. Pelo visto, ainda n&#227;o entendeu que o mundo n&#227;o gira ao seu redor. &#8212; afirmou o jovem enquanto se aproximava. Estava bem trajado: terno completo e uma maleta preta. Diferente de seu pai, que vestia alguns trapos remendados. O jovem ent&#227;o toca o ombro de Orfeu que rapidamente se move.</strong></p><p><strong>&#8212; Tem raz&#227;o, Teseu. &#8212; respondeu indo novamente &#224; tela. &#8212; O mundo n&#227;o gira ao meu redor, eu que te ensinei isso. Quando menos se espera, o tempo passa, a madeira apodrece&#8230; os m&#250;sculos murcham, as janelas se quebram, a casa fica retr&#243;gada e a vida&#8230; a vida vira mem&#243;ria. &#8212; murmurou olhando para a mulher. &#8212; Me perdoe por preocup&#225;-lo novamente. Sabe, meu filho, sempre tentei fazer meu melhor por todos voc&#234;s, ainda que tenha falhado diversas vezes. N&#227;o se preocupe. V&#225; viver sua vida. Deixe-me aqui, sozinho. &#8212; balbuciou, com olhos marejados.</strong></p><p><strong>&#8212; N&#227;o sairei daqui sem te trazer de volta, Orfeu. Por favor&#8230; n&#227;o complique as coisas! Acha que &#233; f&#225;cil voltar para c&#225;? Para essa casa? Pensei que j&#225; tinha vendido. Est&#225; na hora de seguir em frente. Olha s&#243; seu estado! &#8212; exclamou o jovem que tentava recuperar a aten&#231;&#227;o do pai.</strong></p><p><strong>&#8212; Jamais venderei a &#250;ltima mem&#243;ria que tenho dela. Jamais! &#8212; disse Orfeu, tremendo, mas agora n&#227;o de raiva. &#8212; Se quiser, pode ir, mas n&#227;o sairei daqui. Se tem medo de encarar o passado, que fuja. Eu n&#227;o tenho! &#8212; Finalizou com a testa franzida.</strong></p><p><strong>&#8212; Pai, n&#227;o &#233; sobre ter medo do passado&#8230; ningu&#233;m quer entrar na casa onde uma mulher morr&#8211;</strong></p><p><strong>&#8212; Cale a boca! &#8212; Gritou Orfeu enquanto dava um tapa em Teseu. &#8212; Essa mulher tem nome, &#233; a sua m&#227;e&#8230;! Tenha o m&#237;nimo de respeito, ao menos uma vez na vida! Voc&#234; sabe o </strong><em><strong>quanto </strong></em><strong>ela fez por voc&#234;&#8230; &#8212; Quando citou sua amada, olhou para a pintura. Entendeu o que fizera. Ent&#227;o, como num rasgar de vestes, calou-se.</strong></p><p><strong>Alguns minutos se passaram, e o sil&#234;ncio continuava absoluto. O jovem estava pasmo, boquiaberto. Olhava fixo para o ch&#227;o, sem entender o que tinha acabado de acontecer. N&#227;o esperava muito do pai, mas estava surpreso. O velho tamb&#233;m. N&#227;o tinha tido a inten&#231;&#227;o de machuc&#225;-lo, e agora, sentia um medo crescente: seu filho tinha o motivo perfeito para nunca mais olhar na sua cara.</strong></p><p><strong>&#8212; Ah&#8230; meu filho, me perdoe! M-me perdoe.. Voc&#234; sabe como sou, s-sempre fa&#231;o as coisas no impulso e me arrepen&#8212; ele falava apressado, entretanto, no momento em que tentava se redimir, trope&#231;ou na pr&#243;pria bengala e quase caiu. Seu filho havia o segurado.</strong></p><p><strong>&#8212; N&#227;o tem problema, meu pai. Sei que deve ter sido dif&#237;cil para o senhor tamb&#233;m&#8230; &#8212; Teseu tremia, mas estava confiante de que era hora de reconciliar-se. Calmamente, levantou seu pai, pegou duas cadeiras e as colocou na frente do quadro. &#8212; Acho que nunca perguntei sobre ele, o quadro, nem sobre ela. Voc&#234; se importa tanto com ele&#8230; por qu&#234;?&#8212; perguntou, enquanto se sentava.</strong></p><p><strong>&#8212; Ah, ela era bela, Teseu. A mais bela. E Esse quadro&#8230;&#8212; disse passando os dedos lentamente no nome embaixo da pintura. &#8212; Foi no dia em que pedi ela em casamento.</strong></p><p></p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Espero que tenham gostado! Se sim, considere se inscrever!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Versos na Areia]]></title><description><![CDATA[O mar inspira]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/versos-na-areia</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/versos-na-areia</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Mon, 02 Dec 2024 22:22:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4f71fc59-3adc-4f01-a08e-db1d863d039a_1920x1200.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Nesse fim de semana, fui para uma casa de praia de uma amiga - Deus a aben&#231;oe! J&#225; tinha percebido um absurdo h&#225; um tempo, e agora estou tentando consert&#225;-lo: fui a poucas praias na minha vida (e moro em Floripa!). Antes, admito meu pecado, n&#227;o gostava muito. Aquela gentarada, calor, gritaria, suor... eca. S&#243; que, depois de ter visto uma praia vazia, com um livro em meus bra&#231;os, mudei de ideia. Tornou-se uma fonte de versos, e esses tr&#234;s poemas s&#227;o o resultado do deslumbramento com a beleza praiana, aproveite-os :)</p><div><hr></div><h1>Entropia</h1><p></p><p><em>&#192; luz da fogueira,  </em></p><p><em>vejo beleza transfixa no rosto de gente.  </em></p><p><em>Amo pessoas, </em></p><p><em>mas s&#243; sob sua luz.  </em></p><p></p><p><em>Ela queimar tudo &#224; volta,  </em></p><p><em>lenha, galho, mem&#243;ria,</em></p><p><em>e o rosto, que pelo tempo &#233; riscado. </em></p><p><em>Nessa praia de meu Deus,</em></p><p><em>vejo a esperan&#231;a.</em></p><p></p><p><em>Existe gra&#231;a que perdoa tristeza,  </em></p><p><em>gra&#231;a que consola pela eternidade.</em></p><p><em>&#211; Deus, nunca me deixes esquecer,</em></p><p><em>Do privil&#233;gio de poder te chamar de meu.</em></p><p></p><div><hr></div><p></p><h1>Achismos</h1><p></p><p><em>Eu acho</em></p><p><em>que ainda existe alegria </em></p><p><em>Numa praia j&#225; escurecida pela noite. </em></p><p></p><p><em>Tamb&#233;m desconfio,  </em></p><p><em>que no meio dessa escurid&#227;o,  </em></p><p><em>ainda h&#225; um pontinho de luz no horizonte.  </em></p><p></p><p><em>Mas n&#227;o &#233; o fim  </em></p><p><em>e disso tenho certeza.  </em></p><p><em>&#211; gloriosa era dos reencontros, espero-te.</em></p><p></p><div><hr></div><p></p><h1>Vulto</h1><p></p><p><em>Ela vem at&#233; mim, </em></p><p><em>sem forma e vazia, &#233; ideia.  </em></p><p><em>Numa praia noturna, </em></p><p><em>sem mais sol pra mostrar,  </em></p><p><em>e s&#243; lua pra romantizar,  </em></p><p><em>Discuto com sombra,  </em></p><p><em>pois escolho fazer dela, realidade.  </em></p><p><em>Preencho a silhueta,  </em></p><p><em>Decido amar.</em></p><p></p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Considere se inscrever para receber mais :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Você já teve medo de ter medo?]]></title><description><![CDATA[Eu j&#225;]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/voce-ja-teve-medo-de-ter-medo</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/voce-ja-teve-medo-de-ter-medo</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Wed, 27 Nov 2024 11:02:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/b201ee1f-7cd0-4d85-aeaf-2b3b08978388_757x599.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p></p><p>Bem vindo, meus amigos. Perdoem minha demora; ultimamente, tenho sido bastante compromissado com a procrastina&#231;&#227;o e com a faculdade, a&#237; fico atrasando tudo. Mil perd&#245;es. Mas, c&#225; estamos, e, como de praxe, escute algo. Relaxe, aproveite o tempo lendo esse pequeno post.</p><p></p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><p>Na &#250;ltima semana - sexta-feira, para ser exato -, tive que apresentar um semin&#225;rio na faculdade. Coisa b&#225;sica. O conte&#250;do em si j&#225; era f&#225;cil, mas eu tamb&#233;m li o livro tema. N&#227;o tinha como dar errado. E, tecnicamente, n&#227;o tenho nenhum problema em falar em p&#250;blico. Desde de pequeno (ainda que eu ainda o seja) me falaram que eu levava jeito para falar, discutir e convencer. De fato, sempre fui desenrolado com as palavras. Para melhorar - ou piorar -, apresento teatro (como falei <a href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-que-fica-depois-do-show">nesse texto</a>) e j&#225; encenei diante de um p&#250;blico modesto.</p><p>Ent&#227;o, l&#225; estava eu, no dia 22 de novembro de 2024, indo apresentar para umas 20 pessoas (sendo otimista, umas 10 estavam prestando aten&#231;&#227;o) com expectativas que seria algo f&#225;cil. <em>Contudo</em>, quando me levantei e fui para frente da sala, olhei para minha m&#227;o e fui obrigado a me deparar com a verdade: estava tremendo. </p><p>Na hora, n&#227;o quis acreditar. <em>&#8220;Imposs&#237;vel&#8221;</em>. Devia ser fichinha, certo? S&#243; que, n&#227;o importa o quanto eu tentasse me convencer, l&#225; estava minha m&#227;o denunciando o que queria deixar oculto: eu estava com <em>medo</em>. </p><p>No fim, tentando me esconder, s&#243; denunciei outra coisa bem pior: o medo de ter medo. Ent&#227;o, como bom crente, orei. Pedi para que o Senhor tirasse aquele sentimento, mas Ele n&#227;o fez nada. Orei de novo, Ele continuou em sil&#234;ncio. </p><p>Foi ent&#227;o que percebi: Deus n&#227;o tira sentimentos. </p><p>Imagine o que seria de Jeremias? O pobre coitado vivia recheado deles. E do Cristo? Que, diante de um amigo morto - que Ele sabia que iria ressuscitar -, chorou. Sentiu. </p><p>Naquele momento, algo veio em minha mente, uma ideia fixa: Deus n&#227;o iria me tirar o medo. Deus n&#227;o tirou o do pr&#243;prio Filho, em seus momentos finais. Deus n&#227;o arrancou a tristeza de Jeremias, nem de J&#243;. O que Deus faz &#233; diferente. Ele n&#227;o nos tira do mundo, mas nos livra do maligno. D&#225; for&#231;as para avan&#231;ar, ainda que abatidos.</p><p>E assim, fui. Tremendo mesmo.</p><p>Para finalizar, esse dia me deu um pequeno poema, ou melhor, sua ideia. Espero que gostem :)</p><div><hr></div><p></p><p><em>Primeira manh&#227;</em></p><p></p><p>Eu s&#243; quero poder andar por a&#237;,</p><p>sem medo de ter medo,</p><p>mas n&#227;o trouxe guarda-chuva.</p><p></p><p>Os pingos me seguem, acompanhando cada passo.</p><p>Me dando medo de olhar pra tr&#225;s e ver s&#243; mem&#243;ria,</p><p>me dando medo de olhar pro pai e ver s&#243; ruga.</p><p>Ao cheiro da terra molhada, lembro da inf&#226;ncia,</p><p>e que j&#225; passou, assombro-me ent&#227;o.</p><p></p><p>Com m&#227;os tr&#234;mulas, pe&#231;o a meu Deus,</p><p>me tira daqui, esconda-me de mim.</p><p>Livrai-me do <em>tic-tac.</em></p><p>Permita-me viver na primeira manh&#227;,</p><p>onde a poeira dan&#231;a com o sol, </p><p>o cheiro do caf&#233; vibra minhas narinas, </p><p>e a m&#227;e ainda &#233; jovem.</p><p>Deixa-me, Senhor, olhar de novo com inoc&#234;ncia </p><p>esse mundo j&#225; descolorido pelo tempo.</p><p></p><p>Mas Ele me responde:</p><p>Vai, meu filho, </p><p>o medo &#233; passageiro,</p><p>a gl&#243;ria, eterna.</p><p></p><div><hr></div><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Considere se inscrever :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Sem razão]]></title><description><![CDATA[Uma hist&#243;ria para dois]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/sem-razao</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/sem-razao</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Sun, 17 Nov 2024 15:02:07 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c5d85596-4cfc-49dd-8a05-200267034bba_482x598.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente, bom dia! Como de costume, pe&#231;o a todos, solenemente, que leiam com tranquilidade, sem pressa de chegar ao ponto m&#225;ximo do texto: aproveite o caminho, meu amigo ;). </p><p>No meu &#250;ltimo post "O que fica depois do show?", eu me arrisquei bastante ao escrever uma cr&#244;nica pessoal. Estava bastante nervoso, admito. Mas deu bastante certo &#8212; na realidade, &#233; meu post mais bem-sucedido! &#8212;, ent&#227;o, a partir de agora, vou me arriscar mais. </p><p>Assim, aqui est&#225; meu primeiro poema, intitulado <em>&#8220;Sem raz&#227;o&#8221;</em>, que &#233; baseado em outro texto meu &#8212; que talvez postarei por a&#237;. Inicialmente, pensei em postar a prosa, mas ent&#227;o me veio uma ideia fixa: &#8220;<em>est&#225; na hora de come&#231;ar a escrever poesia</em>&#8221;. Tragou-me totalmente. E aqui estou eu, cedendo a ideias fixas &#8212; malditas sejam! &#8212; em pleno domingo de manh&#227;. Enfim, ou&#231;a com uma m&#250;sica tranquila e vamos l&#225;!</p><div id="youtube2-jfKfPfyJRdk" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;jfKfPfyJRdk&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/jfKfPfyJRdk?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><h3>Sem raz&#227;o - poesia</h3><p></p><p>Est&#225;vamos a s&#243;s, n&#243;s.</p><p>L&#225;, a m&#250;sica era outra:</p><p>riso frouxo e conversa fiada.</p><p></p><p>N&#227;o lembro de muito, admito,</p><p>mas lembro do olhar;</p><p>penetrava alma e esp&#237;rito.</p><p>Matou e deu vida.</p><p></p><p>Quando perguntei por qu&#234;?</p><p>Ela me respondeu,</p><p>com toda mod&#233;stia:</p><p>sem raz&#227;o.</p><p></p><p>Olhar t&#227;o singelo e puro,</p><p>Eu, pobre pecador,</p><p>N&#227;o combinava.</p><p>Mas continu&#225;vamos, porque, na verdade, </p><p>uma tarde ensolarada pode valer uma vida toda.</p><p></p><p>Mas a inexor&#225;vel chuva acabou com tudo: s&#243; sobrou mem&#243;ria.</p><p>Tirou-me de l&#225; e trouxe-me para c&#225;.</p><p>Deu motivo pra tudo,</p><p>Pra chorar, s&#243; com contrato;</p><p>Pra rir, s&#243; sozinho.</p><p></p><p>Sem mais nem menos.</p><p>Atropelou. E eu morri.</p><p>&#201;, sinto falta do sol da tarde de domingo,</p><p>quase choro.</p><p></p><p>Quando penso nisso,</p><p>sinto uma gota.</p><p>E volto a andar.</p><div><hr></div><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por terem lido! Se quiserem apoiar meu trabalho, pe&#231;o que se inscrevam :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que fica depois do show?]]></title><description><![CDATA[Uma cr&#244;nica pessoal]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-que-fica-depois-do-show</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-que-fica-depois-do-show</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Sun, 10 Nov 2024 12:01:20 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f09bf553-7d4d-4812-8821-9b4945b03f36_2370x1740.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Antes de responder a pergunta acima, j&#225; quero adiantar: n&#227;o sei como escrever esse tipo di&#225;rio; sou ruinzinho mesmo, sem medo de admitir. Mas a&#237; vai: farei meu melhor, tenha miseric&#243;rdia. Ah, e antes que esque&#231;a, pe&#231;o que leia em paz e tranquilidade: sem pressa. Ou&#231;a com uma m&#250;sica tranquila e aproveite!</p><p></p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p></p><div><hr></div><p></p><p>Agora, respondendo a pergunta, em minha opini&#227;o, o que fica depois do show s&#227;o as <em>luzes apagadas</em>. Contudo, antes de continuar, deixe-me explicar porque digo isso. Participo de uma companhia de teatro da minha igreja. N&#243;s j&#225; apresentamos em todo tipo de lugar: desde igrejas com espa&#231;o para mais de mil pessoas, at&#233; igreja com espa&#231;o para 50 (no dia n&#227;o veio nem metade). Outra coisa, extremamente relevante, n&#227;o somos pagos - nosso pagamento &#233; em outro formato, se &#233; que me entende -, somos volunt&#225;rios. </p><p>E, em todas essas viagens, posso dizer com propriedade: j&#225; passamos por <em>poucas e boas</em>. Cada lugar, uma recep&#231;&#227;o, um teatro e um p&#250;blico diferente; em alguns viramos estrelas de <em>Hollywood</em>, em outros hereges da inquisi&#231;&#227;o; em alguns, o p&#250;blico compreende a pe&#231;a e aprecia, em outros as palmas soam como um "<em>finalmente</em>". &#201;, como eu disse, <em>poucas e boas</em>. Cada lugar, uma experi&#234;ncia: pluralidade. </p><p>Assim, nesse in&#237;cio de Novembro, teve a &#250;ltima agenda do ano: Crici&#250;ma. Mas, n&#227;o seria qualquer apresenta&#231;&#227;o: seria no teatro da cidade; animei-me, confesso. Imagina, apresentar um teatro num <em>teatro</em>, sabe? Finalmente, poder ser chamado de, pelo menos, amador. Que oportunidade! Ent&#227;o, pegamos um arrumamos as malas, o &#244;nibus e fomos; sem medo - mentira, tinha um pouquinho. No dia, estava cheio, coisa que nem sempre acontece - o que aumentou mais ainda minhas expectativas. Ent&#227;o apresentamos; e olha, n&#227;o querendo me gabar - Deus me livre! -, mas ali houve excel&#234;ncia. Pouqu&#237;ssimos erros, se houve algum.<em><strong> </strong></em>Logo depois, ministramos o final daquele culto; oramos e choramos, como o Livro nos ensina. </p><p>Agora, para finalizar minha narra&#231;&#227;o, lembro estar naquele estado de alegria e anima&#231;&#227;o, quase como se o tempo tivesse parado, at&#233; que come&#231;o a ver as pessoas indo embora, os &#226;nimos acalmando e o show acabando&#8230; &#201; hora de ir tirar a maquiagem, arrumar as malas, voltar para casa&#8230; naquele momento, somente uma verdade incoveniente vinha em mente: "acabou, de novo...". Nesse esp&#237;rito mais reflexivo, fui para o palco, pois queria verificar se um amigo meu tinha vindo, algu&#233;m que sempre me observa, algu&#233;m que sempre me esperava no fim de todas as apresenta&#231;&#245;es: <em>as luzes apagadas</em>. O universal de cada particular.</p><p>Da&#237; vem a foto do local (perdoem-me a baixa qualidade da foto, mas &#233; s&#243; para voc&#234; se contextualizar):</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg" width="452" height="421.3584656084656" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:2819,&quot;width&quot;:3024,&quot;resizeWidth&quot;:452,&quot;bytes&quot;:1309662,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:true,&quot;topImage&quot;:false,&quot;internalRedirect&quot;:null,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!2RoY!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F75d113fc-c349-4126-bdd7-0f7d5babd237_3024x2819.jpeg 1456w" sizes="100vw" loading="lazy"></picture><div class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p></p><p>Assim, entro na reflex&#227;o; na pergunta do t&#237;tulo. </p><p>Por incr&#237;vel que pare&#231;a, tudo acaba. E digo de cora&#231;&#227;o; por mais legal, santo e bom que for o que voc&#234; est&#225; pensando, ter&#225; um ponto final. Depois dos aplausos, choros e gritos sempre haver&#225; o sil&#234;ncio, pelo menos nessa era. Doce, dolorido e inevit&#225;vel. N&#227;o importa qu&#227;o grande seja muvuca, ele sempre estar&#225; &#224; espreita; como se fosse uma tarde ensolarada, que sempre termina com chuva, sabe? Talvez eu devesse fazer um texto sobre isso, inclusive. Anotado. Eu sei que isso pode parecer meio depressivo, s&#243; que n&#227;o &#233;. Estou simplesmente descrevendo o simples e inevit&#225;vel fen&#244;meno do fim. Como diria Ad&#233;lia Prado:</p><p></p><blockquote><p><em>Descobri que a seu tempo<br>v&#227;o me chorar e esquecer.<br>Vinte anos mais vinte &#233; o que tenho,</em></p></blockquote><p></p><p>E por que isso tudo &#233; relevante? A resposta, caro leitor, &#233; simples: se eu fa&#231;o o que fa&#231;o por simples movimenta&#231;&#245;es humanas, ent&#227;o &#233; <em>v&#227;o</em> meu suor. Se a arte que produzo &#233; somente para os homens, ent&#227;o &#233; <em>v&#227;</em>. Se a vida que vivo &#233; para homens, <em>v&#227;</em> se torna tamb&#233;m. Tudo &#233; <em>v&#227;o</em>, se n&#227;o olharmos para a eternidade; &#233; correr atr&#225;s do vento, entende? </p><p>E por que isso tudo n&#227;o &#233; necessariamente triste? Bom, porque apesar do fim humano, existe o eterno de Deus. Porque h&#225; Um que sempre ler&#225; meus textos e ver&#225; meus teatros; &#233; para Ele que fa&#231;o o que fa&#231;o e me torno quem me torno. O sil&#234;ncio certamente vem, mas &#233; s&#243; um lembrete da verdadeira audi&#234;ncia: meu amigo da Galileia.</p><p></p><p>L&#225;, as luzes n&#227;o se apagam, </p><p>L&#225;, a luz virou gente.</p><p></p><div><hr></div><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ter lido! Se quiser receber mais, s&#243; se inscrever aqui!</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Protesto]]></title><description><![CDATA[Um pequeno manifesto]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/protesto</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/protesto</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Tue, 05 Nov 2024 09:31:06 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e5e9104d-aebe-431d-8970-8fbbc066f774_1200x900.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O de sempre: ou&#231;a e aproveite!</p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><p></p><p>Protesto. Mas, antes de vomitar palavras no seu monitor, quero trabalhar sua imagina&#231;&#227;o - s&#243; assim voc&#234; vai me entender. Feche os olhos (hipoteticamente) e pense (literalmente): voc&#234; est&#225; num carro estacionado na beira da praia. &#193;gua transparente, areia fininha, gente para todo lado e, talvez o mais importante, um caldo de cana <em>bem</em> em suas m&#227;os - Deus salve os quiosques! </p><p></p><div class="image-gallery-embed" data-attrs="{&quot;gallery&quot;:{&quot;images&quot;:[{&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e08f465e-da9d-47fb-b20d-0396e17c9824_1200x900.jpeg&quot;}],&quot;caption&quot;:&quot;Eu sei que isso &#233; na Fran&#231;a, mas &#233; s&#243; para inspira&#231;&#227;o :)&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;staticGalleryImage&quot;:{&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/e08f465e-da9d-47fb-b20d-0396e17c9824_1200x900.jpeg&quot;}},&quot;isEditorNode&quot;:true}"></div><p></p><p>De forma s&#250;bita, entretanto, o carro come&#231;a a andar. Lentamente, o motorista vai acelerando: passa a segunda, a terceira, a quarta e... pronto, alcan&#231;amos a velocidade m&#225;xima. Agora, eu te pergunto, se voc&#234; olhasse para o lado, o que veria? Aquela paisagem pitoresca? Aposto que n&#227;o.</p><p><em>Rabiscos</em>. &#201;, voc&#234; veria somente <em>rabiscos</em>. De t&#227;o r&#225;pido que o carro foi, a paisagem, antes n&#237;tida, tornou-se distorcida. Falsa. A brisa suave da costa, a beira-mar, as pessoas... tudo perdido; em &#250;ltima an&#225;lise, os detalhes: tudo &#233; borr&#227;o agora. E &#233; contra isso que protesto. Meu protesto &#233; contra essa vida acelerada que n&#227;o consegue apreciar as pequenas coisas. Gl&#243;ria a Deus pelas grandes! Elas n&#227;o s&#227;o ruins, meu Jesus fez grandes coisas e prometeu que far&#237;amos ainda mais. Contudo, o meu Deus sabia muito bem parar num po&#231;o no meio de Samaria e atender uma s&#243; mulher. No fundo, Ele sabia parar. Apreciar, sabe? Olhar no olho do outro, escutar m&#250;sica boa, chorar... viver. Ad&#233;lia Prado, uma poeta - e um pouco profeta, vai - brasileira, disse num de seus poemas:</p><p></p><blockquote><p><em>"Daqui a muito progresso tecno-il&#243;gico, quando for imposs&#237;vel detectar o domingo pelo sumo das laranjas no ar e bicicletas, em meu pa&#237;s de mem&#243;ria e sentimento, basta fechar os olhos: &#233; domingo, &#233; domingo, &#233; domingo".</em></p></blockquote><p></p><p>&#201; preciso parar. Eu preciso, pelo menos. Aproveitar o domingo de laranjas, bicicletas e poesia. &#8220;<em>&#201; s&#243; parado que a vida perde a estrid&#234;ncia&#8221;.</em> Cansei de fingir que sou rob&#244;: eu sou gente, canso. Entretanto, n&#227;o vou negar n&#227;o: &#233; dif&#237;cil parar. S&#227;o tantas press&#245;es, demandas e afazeres que me levam a acelerar o carro... t&#227;o querendo por a&#237; que eu passe a quinta, mas n&#227;o posso. Eu preciso ouvir a voz do Mestre; seguir o caminho das ovelhas. &#8220;<em>Sem paci&#234;ncia, a beleza turva-se&#8221;.</em></p><p>Por isso, o meu protesto &#233; contra a quinta; sou a favor mesmo &#233; do ponto morto.</p><div><hr></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A cidade dourada]]></title><description><![CDATA[Nem tudo o que reluz &#233; ouro]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-cidade-dourada</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-cidade-dourada</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Fri, 01 Nov 2024 22:20:51 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/c02cf78d-0148-40df-9b6e-160c262d7472_2940x1960.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Olha, nesse texto tentei arriscar uma tem&#225;tica mais medieval - um pouco inspirado em Senhor dos An&#233;is, vale dizer. &#201; um texto antigo (2023, se n&#227;o me engano), ent&#227;o ele ainda &#233; bem curtinho, mas espero que isso n&#227;o incomode. </p><p>Tamb&#233;m me utilizei de refer&#234;ncias b&#237;blias (Jezabel); que foi uma rainha dita como m&#225;, manipuladora e id&#243;latra. </p><p>Enfim, n&#227;o vou explicar tudo para n&#227;o voc&#234; n&#227;o perder a experi&#234;ncia de poder interpretar &#224; sua maneira! </p><p>Se quiser, clica aqui em baixo e, obrigatoriamente, aproveite!</p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><div><hr></div><p>Um peregrino, longe de sua terra, depara-se com uma cidade; uma bela cidade. Emoldurada com ouro e prata, seus muros recheados de p&#233;rolas e soldados; sua luz brilha em meio as trevas daquela densa e fria noite. Ao chegar naquele port&#227;o gigantesco e esbelto, homens trajados com o mais caro linho o recebe. "Entre, entre, n&#227;o ir&#225; se arrepender! &#211; Peregrino" Eles dizem. "Aqui n&#227;o h&#225; tristeza! Aqui n&#227;o h&#225; dor! Venha e tome deste banquete! Somente v&#225; at&#233; a casa da Rainha!" Eles dizem. S&#227;o tantas vozes que O Peregrino acredita. Entrando pelas ruas, &#233; tomado por um forte pressentimento: A morte. Mas j&#225; come&#231;ara se perder naquelas ruas tortuosas sem sinaliza&#231;&#227;o." Mas tudo est&#225; t&#227;o belo! H&#225; tantas luzes!" Dizia sua consci&#234;ncia. E O cansado [Peregrino] acredita. J&#225; se esqueceu totalmente de onde veio. A cada pa&#231;o que d&#225; em dire&#231;&#227;o ao pal&#225;cio daquela Rainha, O cansado cada vez mais se encanta com aquele lugar: aplausos e aplausos, luzes e luzes. "O show e as luzes nunca podem acabar"; respondeu um morador. Mas havia um por&#233;m: a morte. Mas, quando chegou a presen&#231;a da Mulher, logo se esqueceu novamente. Ent&#227;o ela logo come&#231;ou a aplaudi-lo; "Como voc&#234; &#233; astuto, &#243; cansado, tome essa e essa posse!". O cansado logo aceitou; quem recusaria uma boa oferta? Pobre coitado, j&#225; n&#227;o era o peregrino que fora outrora: "Tudo tem seu tempo!" Dizia Cansado. Depois, j&#225; n&#227;o lembrava do que era viver com a luz das estrelas, na simplicidade; n&#227;o aguentava mais n&#227;o ter as luzes apontada para ele. Esqueceu-se do sil&#234;ncio, os aplausos eram mais empolgantes, n&#227;o podia n&#227;o ter uma boa plateia. A peregrina&#231;&#227;o tornou-se enfadonha; a mesa &#233; palco, e a Rainha continua reinando.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Legado]]></title><description><![CDATA[Bom dia! Eu me chamo Davi de Arruda e vou compartilhar meus textos aqui! O objetivo &#233; compartilhar o que Deus ministra no meu cora&#231;&#227;o atrav&#233;s da arte escrita. Um amigo meu dizia que a arte iria salvar o mundo; e eu s&#243; quero ajudar nesse processo :)]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/legado</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/legado</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Wed, 30 Oct 2024 19:52:09 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/bcce98d0-a422-40e1-82f1-2eec7a877a4b_1024x716.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Bom, primeiramente, bom dia! Segunda coisa, deixei - de novo - um trilha sonora para melhorar a leitura (opcional). Aproveitem!</p><p></p><div id="youtube2-S_MOd40zlYU" class="youtube-wrap" data-attrs="{&quot;videoId&quot;:&quot;S_MOd40zlYU&quot;,&quot;startTime&quot;:null,&quot;endTime&quot;:null}" data-component-name="Youtube2ToDOM"><div class="youtube-inner"><iframe src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/S_MOd40zlYU?rel=0&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;enablejsapi=0" frameborder="0" loading="lazy" gesture="media" allow="autoplay; fullscreen" allowautoplay="true" allowfullscreen="true" width="728" height="409"></iframe></div></div><p></p><div><hr></div><p>O pequeno Novo acorda. E como boa crian&#231;a que &#233;, desce ainda de pijamas aquelas escadas de madeira, se senta na mesa e pergunta a Velho:</p><p>- "Pai, o que j&#225; passou &#233; passado e n&#227;o importa mais? E o que vamos comer hoje?" Ent&#227;o Velho, que estava pegando lenha para o fog&#227;o, respondeu:</p><p>- "O que j&#225; passou nem sempre o &#233;, meu Filho. Ainda pode ser relevante. Ou melhor, sempre o &#233;, ainda que n&#227;o percebamos. Comeremos o de sempre". A conversa era ordin&#225;ria, admito; nada de mais para ver nem ouvir. O ambiente tamb&#233;m, in&#237;cio de manh&#227;; o sol ainda dava seus primeiros passos, mas j&#225; penetrava na poeira que dan&#231;ava nos m&#243;veis antigos daquela casa. Contudo, era daquelas conversas que s&#243; acontecia entre pai e filho nas manh&#227;s de domingo. Coisa singela e poderosa. Era coisa de fam&#237;lia.</p><p>- "Ent&#227;o, por que esquecemos dele? Por que as armas e os bar&#245;es assinalados n&#227;o s&#227;o louvados nem agraciados? Por que que aqueles passaram ainda al&#233;m da Taprobana s&#227;o esquecidos e abandonados? Por que...?" O jovem perguntava ansioso, quase que com medo da resposta que j&#225; havia imaginado em sua mente. Mas Velho n&#227;o tinha medo. Calmamente preparava a mesa e respondia com tranquilidade e um sorriso no rosto.</p><p>- "N&#227;o &#233; sobre lembrar de todo o passado, mas sobre viv&#234;-lo. Ainda que os reis que dilataram a F&#233; e o Imp&#233;rio n&#227;o sejam mais lembrados, ainda que nossa ascend&#234;ncia seja um mist&#233;rio, ou ainda que nossa descend&#234;ncia esque&#231;a de nossos nomes e exist&#234;ncia. Ainda que a escrita de nossas l&#225;pides se desgaste com o tempo. As pessoas podem da lei da morte se libertar".</p><p>- "N&#227;o morrer&#227;o mais? Ser&#227;o imortais como os anjos do C&#233;u ou como no &#218;ltimo Dia?" Perguntou o garoto confuso.</p><p>- "Morrer&#227;o, &#233; claro. Nada dessa era escapar&#225; da morte. Somente ap&#243;s o Dia; ali tudo h&#225; de se libertar dela". Respondeu o pai se sentando na mesa com o caf&#233;, as x&#237;caras e o p&#227;o.</p><p>- "Se morrem, como que se libertam da lei da Queda? Como que posso me libertar da morte morrendo? Como?" Retrucava Novo enquanto colocava leite em seu caf&#233; e p&#227;o em seu prato.</p><p>- "Novo, n&#227;o &#233; sobre quebrar a lei. &#201; sobre construir algo eterno. Algo que o tempo nem a morte podem deter ou apagar; que viver&#225; depois de voc&#234; e, ainda que n&#227;o lembrem de seu nome, ali haver&#225; um toque seu. Mesmo que a terra j&#225; n&#227;o seja Vera Cruz, ela s&#243; &#233; o que &#233; porque assim j&#225; foi chamada. Sua ascend&#234;ncia n&#227;o lembrar&#225; de voc&#234;; nem voc&#234; se lembra da sua descend&#234;ncia, mas aqui voc&#234; est&#225; porque ali eles estiveram. E ali eles estar&#227;o, por que aqui voc&#234; est&#225;". Argumentou Velho tomando seu caf&#233; preto enquanto contemplava os quadros dos que j&#225; se passaram.</p><p>- "E que se chama isso? Como que ficamos quando, na verdade, passamos?" Perguntou a crian&#231;a enquanto olhava nos olhos de seu pai, esperando n&#227;o somente uma opini&#227;o, mas a verdade. Pois, para ela, seu pai a era.</p><p>- "Legado, meu Filho. Legado..." Respondeu Velho bebendo o &#250;ltimo gole de caf&#233; naquela manh&#227; ordin&#225;ria.</p><p></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Uma tarde chuvosa]]></title><description><![CDATA[Como de praxe, recomendo escutar qualquer sonzinho de chuva para ler.]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/uma-tarde-chuvosa</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/uma-tarde-chuvosa</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Mon, 28 Oct 2024 21:08:53 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/8594a35f-5ee7-4a01-afd5-8b570fff8d57_1280x853.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Como de praxe, recomendo escutar qualquer <a href="https://music.youtube.com/watch?v=OLSBNSyV1C0&amp;si=bBp1t125yGY5X6dD">sonzinho de chuva</a> para ler. Boa leitura, espero que gostem!</p><div><hr></div><p></p><p>Uma sala, pequena e aconchegante. Nela h&#225; reunido todas boas lembracas que se faz no caminho. Mas, n&#227;o h&#225; ningu&#233;m, a n&#227;o ser uma pessoa dormindo. Est&#225; final de tarde num inverno chuvoso, com uma brisa suave e fria. Todos se foram. No quadro de avisos, os lembretes interligados por um fio de barbante escarlate nos contam uma hist&#243;ria, uma aventura, uma festa. Nessas aventuras de ver&#227;o, todos s&#227;o amigos e tudo acaba bem, mas isso j&#225; passou. Virou somente um sino que ressoa. </p><p>As anota&#231;&#245;es em cima da mesa central, est&#225; recheada de deveres incompletos, trabalhos atrasados e provas para serem corrigidas, tudo esta jogado e inacabado; j&#225; passou tamb&#233;m. A lampada antiga do teto j&#225; n&#227;o ilumina tanto quanto antes; seu tempo j&#225; passou. E as pessoas que se foram durante o dia, levadas pelos seus pr&#243;prios compromissos e interesses, foram para suas casas buscando sempre coisas maiores e melhores. Aquela pequena sala j&#225; n&#227;o era o suficiente para aqueles cora&#231;&#245;es; mas n&#227;o importa. Eles n&#227;o est&#227;o mais aqui, j&#225; passaram. </p><p>Os pingos que escorrem nas janelas revelam a verdadeira melancolia: a &#225;gua leva tudo ao redor, n&#227;o deixando nada para atr&#225;s a n&#227;o ser um pequeno e trivial rastro. O homem se lembra de todos os momentos daquele dia e de tudo que se passou naquele ano, estamos no final dele, no &#250;ltimo dia de aula, na realidade. Foram as &#250;ltimas conversas que tiveram, as &#250;ltimas risadas, os &#250;ltimos trocadilhos. A chuva tudo levou. Levou as mem&#243;rias e aqueles que a fizeram, a chuva que deveria parar n&#227;o para; a chuva continua chovendo e chovendo; inexor&#225;vel. </p><p>O som dos pingos batendo no teto revelam a melancolia de uma chuva que n&#227;o tem fim. Sozinho, ele espera que algu&#233;m o acorde dessa sonol&#234;ncia que &#233; uma tarde chuvosa e fria, ele espera algu&#233;m para parar a chuva: uma esp&#233;cie de Sol, mas um diferente do normal: um Sol que n&#227;o p&#245;e.</p><div><hr></div><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Se voc&#234; curtiu, se inscreva para receber mais :)</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A velha Casa]]></title><description><![CDATA[Voltando ao simples]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-velha-casa</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/a-velha-casa</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Mon, 28 Oct 2024 03:12:56 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/214c3703-892c-45be-9188-ef6152465f11_684x684.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Para uma experi&#234;ncia completa, recomendo ler o texto ouvindo a seguinte m&#250;sica: <a href="https://music.youtube.com/watch?v=eh_9JXAiq3g&amp;si=OUdMuAOKM2uN--vl">Show us your glory</a>. </p><p>Uma Velha Casa esquecida por todos, mas lembrada pelo tempo. Sua madeira, que antes foi branca e j&#225; esverdeada pelos musgos, est&#225; destru&#237;da. Seus vidros, que j&#225; passaram por in&#250;meras tempestades, nos revelam todos interp&#233;ries que j&#225; passaram L&#225;; tamb&#233;m destru&#237;dos. Seu telhado, que j&#225; n&#227;o protege mais ningu&#233;m, agora &#233; protegido pelos passarinhos que fizeram seus ninhos ao redor; destru&#237;do. As gram&#237;neas verdes que avan&#231;am pela varanda dominam seus antigos termos, e o ordenado jardim j&#225; tornou-se caos. Ambos destru&#237;dos. Ao redor, uma floresta meio densa protege a moradia da realidade, isto &#233;: das mem&#243;rias; pois nos esquecemos dela. Tudo dentro foi-se embora: os m&#243;veis, as pessoas, as cores, os palcos e as estruturas. Como um pintor sem pincel, assim ficou a Casa. Desconstru&#237;da. Ent&#227;o o que ficou? Hist&#243;rias. As Hist&#243;rias ficam; as pessoas podem at&#233; n&#227;o as guardar nem as valorizar, entretanto as paredes rabiscadas por crian&#231;as nunca as esque&#231;eram, &#233; tudo o que t&#234;m. As velhas soleiras desenhadas com mundos m&#225;gicos n&#227;o esquecem, &#233; tudo o que t&#234;m. Contudo tamb&#233;m existe uma caixa. Tudo foi levado; mas &#224;quela pequena caixa de papel&#227;o foi dado um tratamento especial; fora deixada para apodrecer sozinha. O que tem nela? Fotos? Livros? Ou quem sabe v&#225;rios Cd's e fitas cacetes? Nunca saberemos, a desprezamos. Levados pela soberba dos pr&#233;dios, dos &#8220;clicks&#8221; e flashes abandonamos a sua simplicidade. Corremos para alcan&#231;ar aquilo que j&#225; t&#237;nhamos em nossas m&#227;os. Mas a caixa ainda est&#225; l&#225;, observando quem a buscar&#225;, ela espera e espera, mas tudo o que encontra &#233; a grama crescendo; n&#227;o deveriamos a buscar? Voltar &#224;quela velha casa, onde as mem&#243;rias n&#227;o se perdem por novas pinturas e metas, onde h&#225; ainda uma caixa feia, sem formosura nenhuma para que a queiramos. Ter&#225; algu&#233;m coragem para largar as ruas asfaltadas e aventurar-se na escura trevamata e ver o que h&#225; dentro dela? Voltar &#224;quele pequeno jardim que havia na frente da casa? Enquanto constru&#237;mos e constru&#237;mos ela continua l&#225;, esperando algu&#233;m valente o bastante para n&#227;o ser atual.</p><p></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O peregrino da alvorada]]></title><description><![CDATA[Uma viagem at&#233; o extremo leste]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-peregrino-da-alvorada</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/o-peregrino-da-alvorada</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Sun, 27 Oct 2024 18:19:20 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4c03825c-0ed0-4814-a2e3-a32690d09feb_1000x777.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Em meio aos raios, rel&#226;mpagos e trov&#245;es, se encontrava a pequena embarca&#231;&#227;o F&#233;. Sua pobre e antiga madeira rangia enquanto torr&#245;es de &#225;gua entravam pelas frestas do navio. De um lado, marinheiros corriam pelo conv&#233;s, noutro o capit&#227;o gritava no reme e em algum canto qualquer passageiros choravam em desespero. Todos ocupados e apressados para salvar suas pr&#243;prias vidas. Contudo, entre eles havia uma crian&#231;a: um jovenzinho que, diferente de todos, sabia contemplar. As altas ondas e os altos sons n&#227;o o deixavam com medo, mas perplexo, isto &#233;: foi maravilhado; seus olhos, quase que como uma resposta, brilhavam quando viam aqueles impetuosos rel&#226;mpagos. &#8220;Enlouqueceu o menino&#8230;&#8221; diziam seus pais ao tampar os ouvidos e olhos. At&#233; porque quem n&#227;o v&#234; nem ouve, n&#227;o pode ser fascinado pelo mar. Mas ele j&#225; n&#227;o se importava mais com o que pensavam, afinal estava vendo a recompensa do extremo-oeste: Aslam e Seu pa&#237;s. Na realidade, o menino havia descoberto a maior das verdades: a tempestade nunca &#233; obst&#225;culo, mas sempre a entrada.</p><p>Passadas as tempestades e as ondas; todos voltaram as suas vidas pacatas e normais, o jovem, que tornou-se Explorador, entretanto, permaneceu naquele momento. &#8220;Um vislumbre&#8221;, dizia, &#8220;me consumiu&#8221;. Assim, n&#227;o conseguia viver para mais nada al&#233;m de v&#234;-lo novamente. "Estragado fostes...", foi o que seus pais disseram quando estava fazendo suas malas. &#8220;Menino! Que desperd&#237;cio, sua vida vale mais que isso, menino!&#8221;, afirmavam quando ia se aproximando do porto para sua viagem-sem-volta - pois F&#233; s&#243; consegue ir, e nunca voltar-. E na medida que subia na F&#233;, subia tamb&#233;m os deboches: &#8220;Aslam? Pais de Aslam? Menino! Perdoe minha ignor&#226;ncia, mas o que seriam esses novos contos de fadas?&#8221;. Mas Explorador j&#225; havia sido cativado. E pessoas cativadas n&#227;o mudam de ideia. Pelo contr&#225;rio, pessoas cativadas vivem por elas; e Explorador sabia disto; sabia que havia sido estragado naquele dia. E sem mais delongas, mesmo em meio as vaias, zarpou novamente, nunca mais sendo visto.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Mem&#243;rias perdidas! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Coming soon]]></title><description><![CDATA[This is Mem&#243;rias perdidas.]]></description><link>https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/coming-soon</link><guid isPermaLink="false">https://daviarrudasilva2005.substack.com/p/coming-soon</guid><dc:creator><![CDATA[Davi Ferraz de Arruda]]></dc:creator><pubDate>Sat, 26 Oct 2024 20:40:42 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ewoW!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8e99f7b6-68af-491b-8993-2d0bf1482139_826x826.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>This is Mem&#243;rias perdidas.</p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Subscribe now&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://daviarrudasilva2005.substack.com/subscribe?"><span>Subscribe now</span></a></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>